terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Palestra sobre a Eutanásia

No âmbito do nosso projecto, hoje realizámos uma palestra sobre a Eutanásia, na Sala Multiusos da nossa escola. Este foi o vídeo utilizado para substituir o orador:

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O caso de Ramón Sampedro

Ramón Sampedro ficou tetraplégico aos 26 anos, e assim permaneceu durante 29 anos.
Tinha a assistência diária dos seus amigos, pois não era capaz de realizar qualquer actividade autonomamente.
A sua luta judicial demorou cinco anos. Em 1993, solicitou a autorização para morrer, mas os juízes espanhóis não permitiram.
É então que planeia, com o auxílio dos amigos, a sua morte. Em 1997, muda-se para uma pequena aldeia na Galiza (Porto do Son), onde é depois encontrado morto, a 15 de Janeiro de 1998.
Os seus últimos momentos da sua vida estão gravados num vídeo, onde se regista uma acção consciente de morte. Embora seja evidente que os amigos colaboraram colocando o copo com um canudo ao alcance da sua boca, fica igualmente documentado que foi ele quem fez a acção de colocar o canudo na boca e sugar o conteúdo do copo. A sua amiga foi incriminada pela polícia pelo homicídio, mas acabou depois por ser ilibada.
Em 2003, Alejandro Amenábar realizou um filme inspirado em Ramón com o título Mar Adentro.

O caso de Terri Schiavo

Terri Schiavo (3/12/1963-31/3/2005) era uma adolescente gorda, com mais de 90 quilos. No Liceu começou uma rigorosa dieta, que se prolongou após o casamento (em 1984).
Terri emagreceu de tal forma que no dia 25 de Fevereiro de 1990 acabou por desfalecer na sua casa. O distúrbio alimentar era de tal ordem que havia provocado uma desregulação dos níveis de potássio no organismo, fazendo com que ela entrasse num estado vegetativo permanente, tendo que ser alimentada através de um tubo.
Durante 15 anos, o seu marido lutou contra os seus pais nos tribunais norte-americanos, para que lhe fosse retirado o tubo de alimentação, pondo fim à sua vida vegetativa, o que veio a ser autorizado.

O caso de Nancy Cruzan

Nancy Cruzan (20/7/1957- 26/12/1990) teve um acidente de automóvel no dia 11 de Janeiro de 1983, ficando pouco depois em coma vegetativo permamente.
Em Outubro de 1983, ou seja, dez meses após o acidente, ela foi internada num hospital público. Todas as tentativas de reabilitação foram mal sucedidas, demonstrando que ela não teria possibilidade de recuperar .
Os seus pais, que também eram considerados como seus representantes legais, em conjunto com o marido, solicitaram ao hospital que retirasse os procedimentos de nutrição e hidratação assistida, ou seja a sonda que havia sido colocada. Os pais recorreram à justiça do estado do Missouri solicitando esta autorização em junho de 1989.
Durante 8 anos, o seu caso passou pelos tribunais norte-americanos, onde se tentou averiguar sobre as suas eventuais convicções sobre a eutanásia, acabando os juízes por decidir pela sua morte (as máquinas que a mantinham viva foram desligadas).
Esta decisão baseou-se em três argumentos básicos:
  • no diagnóstico de dano cerebral permanente e irreversível, devido à anóxia.
  • a lei do estado do Missouri permite que uma pessoa em coma possa recusar ou solicitar a retirada de "procedimentos que prolonguem a vida desnecessariamente".
  • Nancy já havia manifestado o desejo, que caso estivesse seriamente incapacitada, não queria a mantivessem viva artificialmente, posição que se aplicava a este caso.

No túmulo de Nancy Cruzan consta a seguinte indicação:

Nascida em 20 de Julho de 1957

Partiu em 11 de Janeiro de 1983

Em paz em 26 de Dezembro de 1990

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Luxemburgo também já legalizou a Eutanásia...

Quando não há solução... (Parte II)

Bebé vai ser desligado das máquinas que o mantêm vivo
Um bebé gravemente doente, cujos pais tinham posições contrárias perante a justiça britânica sobre se deviam deixá-lo morrer, vai ser desligado do ventilador, depois de o pai ter mudado a sua posição.
A mãe da criança, com um ano, queria acabar com o sofrimento do filho, desligando o ventilador que o mantém artificialmente com vida, enquanto o pai se batia contra esta opção, argumentando que o bebé era capaz de ver, de ouvir, de sentir e de reconhecer os pais.A criança sofre de uma doença congénita irreversível mas está perfeitamente lúcida.

Fonte: Lusa

10 de Novembro de 2009

Quando não há solução... (Parte I)

Pais disputam nos tribunais a continuação da vida do filho
Um bebé, com um ano e sérios problemas congénitos, está no centro de uma batalha judicial que opõe os progenitores. A mãe e os médicos querem desligar o ventilador que lhe permite respirar; o pai levou o caso a tribunal.
O caso está a provocar um aceso debate no Reino Unido e nem os pais da criança se entendem quanto ao que fazer.
Os médicos do hospital onde o bebé de ano se encontra internado alegam que a sua vida é "miserável, triste e penosa". Os pulmões da criança enchem-se de líquido, provocando uma sensação de asfixia, só aliviada pela intervenção dos médicos, que usam um aparelho de sucção para remover os fluídos, operação também dolorosa.
Segundo a imprensa britânica, o argumento convenceu a mãe da necessidade de desligar os aparelhos que sustentam a vida do bebé, mas não o pai, que alega que este brinca e reconhece a família e o mundo à sua volta. O bebé, identificado apenas como RB, sofre de um problema congético raro que o impede de respirar por si. Em comunicado, o hospital explica que a doença genética é progressiva e provoca enfraquecimento muscular e problemas respiratórios e de alimentação. RB já foi desligado do ventilador por três vezes. Na primeira, conseguiu respirar sozinho durante 40 minutos. Na segunda, durante 30 e na última apenas cinco.Um novo médico será agora chamado a avaliar o caso, ponderando a hipótese de submeter o pequeno paciente a uma traqueotomia, ou seja, abrir um buraco na traqueia do bebé para o ajudar a respirar.
Fonte: Revista "Visão"
3 de Novembro de 2009