terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Million Dollar Baby"

O filme retrata a luta de Maggie Fitzgerald para conseguir alcançar o seu sonho, tornar-se numa lutadora de boxe reconhecida. Ao longo do filme assistimos à sua evolução fantástica como lutadora, mas mais importante testemunhamos a criação de profundos laços de afecto entre ela e o seu treinador Frankie (que inicialmente nem sequer aceitava treiná-la), tão profundos que quase parecia tratar-se de uma relação entre pai e filha.
Mas é a parte final deste filme que é mais relevante para o nosso projecto, pois no combate decisivo pelo Título Mundial, Maggie é vítima de uma manobra suja, por parte da campeã, e acaba por ficar paralisada do pescoço para baixo. Este golpe do destino faz com que Maggie tenha de ficar para sempre acamada e a respirar com ajuda de um ventilador, ainda que consciente da sua situação. A situação de Maggie deixa Frankie arrasado e inconformado, e ele faz de tudo para que ela melhore, mas todos os médicos lhe dão a mesma resposta: não é possível curá-la.
O estado de Maggie agrava-se quando devido a uma escara, uma das suas pernas tem de ser amputada. É neste momento que Maggie pede a Frankie que a ajude a morrer, pois já lutou pelo seu sonho e sabe que não há nenhuma solução para a sua situação, esta apenas se pode agravar. Frankie diz que não pode fazer isso, e nessa mesma noite, Maggie tenta suicidar-se, mordendo a língua.
A tentativa de suicídio de Maggie leva Frankie a deparar-se com um dilema, ele não quer perder Maggie, mas por outro lado, ao mantê-la viva está a “matá-la”, pois ela não quer continuar a viver naquela situação. Frankie acaba por decidir acabar com o sofrimento de Maggie, desligando-lhe o ventilador e injectando-lhe uma forte dose de adrenalina. Este filme leva-nos a reflectir acerca da posição das pessoas que estão em sofrimento, mas sobretudo mostra-nos e deixa-nos a pensar sobre a posição das pessoas a quem estes doentes pedem ajuda, pois é de facto uma posição difícil, em que temos de escolher: ou mantemos viva e perto de nós uma pessoa de quem gostamos ou cumprimos a sua vontade e acabamos com o seu sofrimento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eutanásia Activa vs Eutanásia Passiva

Há duas formas diferentes de A provocar a morte de B:
  • A pode matar B, digamos, administrando-lhe uma injecção letal, estes casos são vulgarmente referidos como eutanásia "activa" ou "positiva".
  • A pode permitir que B morra negando-lhe ou retirando-lhe o tratamento de suporte à vida, casos que são frequentemente referidos como eutanásia "passiva" ou "negativa".

Quaisquer dos três géneros de eutanásia indicados anteriormente ― eutanásia voluntária, não-voluntária e involuntária ― podem ser quer passivos quer activos. Ou seja, a classificação em activos e passivos é independente da classificação em voluntários, não-voluntários e involuntários.

Eutanásia Involuntária

A eutanásia é involuntária quando é realizada numa pessoa que poderia ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez ― seja porque não lhe perguntaram, seja porque lhe perguntaram, mas não deu consentimento, querendo continuar a viver.
Algumas práticas médicas largamente aceites (como as de administrar doses cada vez maiores de medicamentos contra a dor que eventualmente causarão a morte do doente, ou a suspensão não consentida ― para retirar a vida ― do tratamento) equivalem a eutanásia involuntária.

Eutanásia Não-Voluntária

A eutanásia é não-voluntária quando a pessoa a quem se retira a vida não pode escolher entre a vida e a morte para si, porque, por exemplo, a doença ou um acidente tornaram incapaz uma pessoa anteriormente capaz, sem que essa pessoa tenha previamente indicado se sob certas circunstâncias quereria ou não praticar a eutanásia.

Eutanásia Voluntária

Se o doente, enquanto ainda capaz, tiver expresso o desejo reflectido de morrer quando numa situação de doença incurável, então a pessoa que, nas circunstâncias apropriadas, tira a vida de outra actua com base no seu pedido e realiza um acto de eutanásia voluntária.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Entrevista ao Sr. Padre Egídio

No âmbito do nosso projecto, decidimos fazer uma pequena entrevista a um representante de uma religião, de forma a apresentar a Eutanásia de diversos pontos de vista...
Passemos então à entrevista:
Para a Igreja, qual o verdadeiro significado de eutanásia?
Embora a palavra signifique boa morte, no concreto, aplica-se a uma intervenção médica que se destina a abreviar a morte de alguém, normalmente sujeita a uma grande fragilidade ou grandes dores ou sobre grandes dores, aplicando medicamentos mortíferos (eutanásia positiva) ou negando os que lhe poderiam manter a vida (eutanásia negativa).
Até que ponto se pode considerar “legal” a eutanásia?
Torna-se legal se o legislador elaborar uma norma ou lei que a permita, estabelecendo as condições em que a mesma se pode fazer…Mas torná-la legal não significa que seja eticamente aceitável. Do ponto de vista da norma ética a vida humana é intocável e ao médico é exigido somente defender a vida e a saúde e nunca dispor dela e, muito menos, para a liquidar!
Em que casos é que a Igreja poderá defender a eutanásia?
A Igreja nunca defenderá a eutanásia, mas antes a ortotanásia em que se busca uma morte digna e humana e que deve incluir:
-O respeito pela vida humana, que não deve ser abreviada;
-A necessidade de garantir ao moribundo a atenção que lhe permita aliviar a dor e prolongar razoavelmente a sua vida;
-Não privar ninguém de morrer como um acto pessoal, como suprema acção do Homem;
-Libertar a morte do ocultamento;
-Exigência de um serviço hospitalar adequado - acontecimento assumido conscientemente e em chave comunitária;
-Favorecer a vivência entre o mistério humano (assistência religiosa);
-Possibilitar os meios para a compreensão dos problemas da existência.
A distanásia (prolongar a vida) é legítima, mas a suspensão dos meios extraordinários pode ser aceitável eticamente, se devidamente enquadrada (idade, esperança de vida, custo humano e benefício… entre outros).
A prática da eutanásia implica por em causa a vontade do Criador?
Sem dúvida! A vida é dom de Deus e por isso, não a respeitar, ofende o Criador e abre a porta à arbitrariedade dos Homens e dos poderes terrenos.
P.E. Egídio Pároco de Moura

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Petição "Legalizar a Eutanásia"

Se concordas com a legalização da Eutanásia, assina a nossa petição... Para isso basta seguir o seguinte link: Petição Legalizar a Eutanásia